Obs.: Estou negociando com o site UOL o patrocínio deste blog, caso isto venha a ocorrer, o endereço do mesmo passará a ser http://cine-phylum.zip.net/ e todo o conteúdo publicado aqui será exportado ao novo endereço.
Obs.2: Caso o UOL passe a patrocinar o Cine-Phylum, tornarei a postar críticas completas no mesmo, conforme fazia anteriormente.
1 - A Múmia: Tumba do Imperador Dragão (2008). Nota: 0,5.
??A Múmia ? A Tumba do Imperador Dragão? se revela um filme previsivelmente (sim, pois era fácil prevermos que, pela maneira com que o segundo episódio se encerrou, as chances de extrairmos algo produtivo aqui seriam mínimas) ridículo e dispensável e, além de contar com quase todos os clichês e estereótipos do gênero, obriga o espectador a passar 112 minutos de seu precioso tempo (e digo precioso pois apesar de curto, o filme custa a passar, haja visto que a sua fraquíssima estória poderia facilmente ser desenvolvida em menos de 50 minutos) tendo que suportar uma estória nada original, carregada de alívios cômicos que não funcionam em hipótese alguma, atuações sofríveis e cenas de aventura/ação bem montadas mas terrivelmente dirigidas pelo péssimo Rob Cohen. Um dos piores filmes que tive o dúbio privilégio de assistir neste início de século.?
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2 - Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma (1999). Nota: 7,0.
?Este primeiro episódio da saga ?Star Wars? se revela uma experiência suficiente e individualmente divertida, apesar de empalidecer muito perante os demais episódios da saga. Lucas se mostra extremamente incompetente na direção do longa, sobretudo na condução do elenco, mas consegue conceber seqüências de aventura (em especial as lutas com sabres de luz, estas que, devido à falta de tecnologia na época, não eram tão empolgantes na trilogia anterior, se tornam o ponto alto do filme em questão) que tornam a experiência bastante dinâmica e agradável e, principalmente, divertida. O longa se revela narrativamente interessante, uma vez que cumpre o seu papel de nos introduzir no mundo ?Guerra nas Estrelas? e é de uma beleza visual estonteantemente arrebatadora.?
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3 - Star Wars: Episódio II - O Ataque dos Clones (2002). Nota: 8,3.
?Optando sabiamente por corrigir os erros que havia cometido em ?A Ameaça Fantasma?, George Lucas se redime aqui e extrai de seu elenco ótimas atuações (salvo Hayden Christensen que falha algumas vezes, mas nada que comprometa o seu ótimo desempenho geral), além de conduzir muito bem as seqüências de ação do longa, criando ângulos muito bons para isso. A estória é bastante interessante e o roteiro a desenvolve muito bem, tal como os seus respectivos protagonistas, mas, infelizmente, o longa inicia o romance entre Anakin Skywalker e Padmé Amidala de maneira deveras artificial, fazendo com que aja pouca química entre ambos e o relacionamento destes só nos cative por levarmos em conta a importância que o mesmo terá à hexalogia inteira. As seqüências de ação são todas excelentes, mas acabam sendo má distribuídas durante o filme, que só não deixa o espectador entediado em virtude à maneira inteligente como o roteiro trabalha a sua estória principal.?
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??A Vingança dos Sith? é um filme que alterna entre altos e baixos, mas o saldo final acaba sendo incontestavelmente positivo. Utilizando algumas táticas incríveis a fim de preencher as lacunas deixadas em aberto na unificação da trilogia antiga com esta nova, Lucas se revela um roteirista de mão cheia, mas que erra gravemente algumas vezes, quando tenta, por exemplo, criar um motivo para que Anakin Skywalker opta-se por pender ao lado escuro da Força envolvendo a sua amada esposa. As seqüências de aventura são, em sua maioria, muito boas, mas decepcionam completamente o público em alguns casos. As atuações em sua maioria são boas (e nada além de boas), salvo Hayden Christensen que se mostra completamente irregular durante o filme inteiro. A parte técnica deste terceiro episódio é irretocável e o longa encerra a saga com maestria, servindo como uma perfeita ponte que dá liga às duas trilogias.?
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5 - Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança (1977). Nota: 9,0.
?Considerado pela grande maioria dos cinéfilos como a Ficção Científica de Cultura Pop definitiva, ?Uma Nova Esperança? pode ser encarado como um marco na história do Cinema por ter dado início a uma das mais bem sucedidas (tanto do ponto de vista comercial como artístico) franquias já realizadas até os dias de hoje. O longa conta com algumas falhas na construção de alguns poucos personagens e a estória de resgate adotada aqui é um pouco batida, mas os seus protagonistas são bastante cativantes e o roteiro os aborda de um modo que os torna ainda mais marcantes. As atuações de todo o elenco são mais do que satisfatórias e os atores possuem uma química fantástica entre si. O filme se enriquece ainda mais com a ótima direção de George Lucas e outros aspectos tais como: edição, trilha-sonora, direção de arte, figurino, efeitos sonoros, efeitos visuais e, é claro, suas seqüências de aventura, que são tensas e memoráveis na medida certa. Uma aventura épica indiscutivelmente digna de toda a badalação que possui.?
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6 - Star Wars: Episódio V - O Império Contra-Ataca (1980). Nota: 9,0.
?Abordando o mais carismático personagem de toda a saga de um modo demasiado aprofundado, ?Star Wars ? Episódio V ? O Império Contra-Ataca? se mostra amplamente matreiro no desenvolvimento deste e, de quebra, cria o maior e mais importante vilão de toda a história do Cinema. Apresentando uma carga dramática bem superior ao filme anterior, este quinto episódio ainda ganha um importantíssimo destaque devido a uma revelação bombástica ocorrida no terceiro ato de sua trama. O desenvolvimento entre os personagens é perfeito, uma vez que este é realizado a partir da química existente entre dois ou mais deles, salvo, é claro, a química desnecessariamente infantil elaborada entre Han Solo e Leia Organa. As seqüências de aventura deixam um pouco a desejar comparadas ao filme anterior, mas são excelentes e tensas o bastante, analisando-as individualmente. O melhor filme de toda a saga.?
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7 - Star Wars: Episódio VI - O Retorno de Jedi (1983). Nota: 8,0.
?Apesar de ficar bem aquém aos outros dois episódios da trilogia, ?O Retorno de Jedi? conta com um roteiro que se preocupa em amarrar, de maneira fascinante (salvo em um outro caso onde se mostra extremamente artificial ao fazê-lo), as pontas que os seus antecessores deixaram em aberto e desenvolve a química entre Luke Skywalker e Darth Vader de um modo épico. O imperador Cos Palpatine, que antes só nos era apresentado via hologramas, aparece em carne e osso neste episódio final e ganha uma abordagem digna de líder de Darth Vader. Os aspectos técnicos do filme são fantásticos, a direção de arte cria cenários inesquecíveis e os efeitos visuais são os melhores de toda a trilogia, além, é claro, de possibilitarem com que as lutas de sabre de luz sejam mais realistas e empolgantes que as dos filmes anteriores. O longa, no entanto, se revela falho em muitos de seus aspectos, sobretudo pelo início desnecessariamente longo, pelos alívios cômicos pífios e, principalmente, por não contar com seqüências de aventura realmente marcantes, como os episódios anteriores conseguiram fazer. Um ótimo filme, mas não há como negar que a saga ?Star Wars? merecia um desfecho bem mais digno.?
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8 - Star Wars - The Clone Wars (2008). Nota: 7,0.
??Star Wars ? The Clone Wars? é uma animação que conta com inúmeras falhas e furos em seu roteiro e se revela demasiadamente frágil se a analisarmos como um capítulo que serve de amálgama entre o segundo e o terceiro episódios. Contudo, analisando-a individualmente, a animação é bem feita e funciona com bastante eficácia se tomarmos esta apenas como uma obra descompromissada de entretenimento. Seus aspectos técnicos são muito satisfatórios, Dave Filoni realiza uma direção competente, a trilha-sonora, apesar de não se equiparar à de John Williams nem nos sonhos mais bizarros que o espectador possa ter, confere ainda mais ritmo às fascinantes e estonteantes seqüências de ação (estas que, de longe, são a maior qualidade do filme) e os personagens, apesar de conterem algumas falhas, são interessantes em sua maioria.?
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Havia algum tempo que eu estava devendo uma matéria especial aqui no site e decidi aproveitar o lançamento da animação ?Star Wars ? As Guerras Clônicas? para poder apresentar ao leitor a minha opinião sobre a concordância ou não, com relação à extensão da hexalogia que, aos olhos de muita gente, é tida como irretocável. Através desta matéria o leitor poderá verificar se sou a favor ou contra de tal extensão e como acredito que a mesma deveria ser realizada. Um texto simples, que não irá mudar em nada o cenário cinematográfico mundial, mas é a sincera opinião de um fã incondicional da série que almeja, acima de tudo, manifestar o seu carinho pela mesma, registrando aqui o seu humilde ponto de vista.

Matéria:
Muito tem-se comentado a respeito desta nova animação da saga ?Star Wars? intitulada de ?As Guerras Clônicas? (?The Clone Wars?, no original). Assim como ocorreu com a nova trilogia iniciada em 1999 e encerrada em 2005, muitos fãs estão alegando que a nova investida de Lucas não passa de uma jogada do cineasta para angariar ainda mais dinheiro utilizando o nome da série. É óbvio que a intenção do criador da série é exatamente este, quanto a isto não se tenha a menor dúvida, mas aí eu pergunto: qual o problema com isso?
Sim, a grande maioria dos filmes são produzidos com o intuito de obter um bom retorno financeiro, e isso ocorre tanto com os blockbusters quanto com os filmes cults. Ou alguém acredita que Jean Renoir, François Truffaut, Luis Buñuel e Federico Fellini dirigiam suas obras pensando única e exclusivamente na Arte, sem se preocupar em arrecadar uma quantia em dinheiro, no mínimo, satisfatória? É claro que, na grande maioria dos casos, o dinheiro torna-se praticamente o principal foco do cineasta envolvido com o filme e este é, indubitavelmente, o objetivo de George Lucas com este ?As Guerras Clônicas?, mas ainda assim eu insisto em perguntar: qual o problema com isso?
Francamente, não vejo problema algum no fato de um produtor ou um cineasta realizar um filme com o único intento de vendê-lo, contanto, é óbvio, que o produtor ou cineasta responsável pelo mesmo crie algo relevante, de qualidade. Tomemos os Episódios I, II e III da saga ?Star Wars? como maiores exemplos disto. Particularmente, considero os três filmes relevantes (apesar de o primeiro ser bem decepcionante, não deixa de ser um bom filme) e a criação dos mesmos, em momento algum, fluiu de modo pejorativo à trilogia original. Contudo, salta à vista que a maior intenção de Lucas ao produzir tais filmes fora arrecadar muito dinheiro com os mesmos, uma vez que a trilogia original já se revelava capaz de atrair milhões de fãs para os cinemas do mundo todo. Resumindo, a trilogia recente se mostrou um verdadeiro caça-níqueis, mas isso não quer dizer necessariamente que a mesma seja ruim, muito pelo contrário, acrescentou bastante a uma saga que, convenhamos, apesar de excelente, precisava ter umas questões respondidas (e foi justamente isso que os episódios I, II e III da saga fizeram).
George Lucas pode até almejar explorar ainda mais a sua mitologia e utilizar a mesma com o intento de acumular mais alguns rios de dinheiro, mas para isso, deve prestar bastante atenção no local que está mirando. Caso o tiro seja disparado erroneamente e não atinja o alvo nem de raspão, o resultado final pode ser catastrófico e Lucas pode cometer um grave homicídio contra uma saga que, até então, só conferiu alegrias aos seus fãs.
Já que não estou mais possibilitado de postar críticas no Cine-Phylum, conforme explicado no post anterior, optei por realizar, a princípio, mensalmente e com o passar do tempo semanalmente, a postagem de nano-críticas neste. Começarei pelos filmes que assisti no mês de Julho (salvo ?Wall-E?, ?Yojimbo? e ?Hancock? cujas críticas completas já se encontram postadas abaixo). Logo em seguida, postarei os longas que assisti na primeira quinzena deste mês de agosto e posteriormente, passarei a realizar uma publicação semanal aqui.
Comecemos por julho então:
1 - O Escafandro e a Borboleta (2007). Nota: 9,0.
"Julian Schnabel realiza neste ?O Escafandro e a Borboleta?, uma obra-prima deveras sensorial, capaz de captar com maestria os sentimentos de solidão, angústia, vazio, depressão e medo de um homem que, após sofrer um fortíssimo derrame cerebral, se depara com os movimentos do corpo todos paralisados, salvo os movimentos de seu olho esquerdo, que possibilitam com que este possa se comunicar com as demais pessoas apenas ?piscando letras do alfabeto?. Em outras palavras, Schnabel cria aqui uma verdadeira obra-de-arte."
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2 - Batman Begins (2005). Nota: 7,0.
?O cuidado que ?Batman Begins? teve ao desenvolver os seus personagens (salvo quando o mesmo apela aos estereotipos previamente citados) e, principalmente, a sua estória, não teve ao entreter e cativar o seu público alvo. E levando-se em conta que o filme de Nolan é uma assumida sessão-pipoca, o simples fato de não se revelar capaz de empolgar o espectador pode ser encarado como um crime inafiançável, ou um pecado mortal.?
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3 - Meu Nome Não é Jhonny (2008). Nota: 7,3.
??Meu Nome Não é Jhonny? é um filme muito bom, mas que nos dá a sensação de estarmos assistindo a dois filmes de uma única vez. O primeiro filme narra de maneira muito convincente a escalada de um marginal no submundo do narcotráfico, ao passo que o segundo decide retratar a maneira como tal marginal chega ao fundo do poço. O problema é que tal demonstração soa excessivamente moralista, piegas e melodramática, fazendo com que a obra rume a um final previsível e deveras formulaico.?
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4 - Kung Fu Panda (2008). Nota: 4,5.
?No geral, ?Kung Fu Panda? é um filme nada original, sem graça, irritante, artificial, previsível, histérico e que conta com uma lição de moral explorada pelo roteiro da maneira mais clichê o possível. Aspectos como a direção, a alta qualidade de sua parte gráfica, as pequenas estórias muito bem desenvolvidas pelo roteiro, as cenas de luta e as pouquíssimas gags e/ou piadas que realmente funcionam fazem com que o filme ganhe muita credibilidade, mas não há como negar que este conta com muito mais erros do que acertos.?
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5 - O Cavaleiro das Trevas (2008). Nota: 10,0.
??O Cavaleiro das Trevas? é, desde já, uma incontestável obra-prima do Cinema mundial e merece todo o sucesso que vem fazendo até o presente momento. Muito superior à grande maioria das adaptações de histórias em quadrinhos, este longa se revela uma agradabilíssima surpresa, respeitando imensamente o espectador, fugindo da grande maioria dos clichês e estereótipos do gênero e, o que é melhor, inovando o mesmo, nos apresentando a personagens completamente bem desenvolvidos pelo roteiro. A ação é estarrecedora e cresce ainda mais graças à extraordinariamente competente direção de Christopher Nolan e à cativante e tensa trilha-sonora composta magistralmente por, ninguém mais, ninguém menos, que Hans Zimmer e James Newton Howard. E mesmo com tantas qualidades visíveis e explicitadas, ?O Cavaleiro das Trevas?, assim como o seu antagonista, possui uma carta na manga, que vem a ser sua maior qualidade: o embate, sobretudo psicológico, entre vilão e herói, além de nos propiciar questionamentos sobre a situação caótica que a sociedade capitalista se encontra.?
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6 - Boa Noite e Boa Sorte (2005). Nota: 9,0.
??Boa Noite e Boa Sorte? é um filme independente de curtíssimo orçamento (US$ 7,5 milhões) e que em um curtíssimo prazo de duração (93 minutos) conseguiu a façanha de se mostrar eficaz e detalhista o bastante a fim de retratar todo um embate político ocorrido entre um gigante das comunicações e um outro gigante da política, resultando, inclusive, na cassação do mandato deste como senador. George Clooney realiza uma direção discreta, embora eficiente, o roteiro do longa aborda toda a crise vivenciada durante a época, incluindo a total falta de liberdade de expressão, sobretudo de imprensa e David Strathairn encarna Edward Roscoe Murrow de um modo magistral, merecendo, e muito, a indicação ao Oscar de Melhor Ator que obteve em 2005. Infelizmente o longa conta com um defeito (e sinceramente, não sei se posso chamá-lo de defeito): a dificuldade que o mesmo tem em familiarizar o público com a estória, já que torna-se altamente recomendável que o mesmo tenha um razoável conhecimento sobre os personagens que compõe a trama. No mais, temos aqui um excelente filme e uma aula de jornalismo verdadeiro e lição cívica.?
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7 - Superbad - É Hoje! (2007). Nota: 8,0.
?Apesar de artificial e absurdo em muitos de seus minutos, ?Superbad ? É Hoje!? se mostra uma ótima opção para os amantes de uma comédia divertida, escatológica e descompromissada. As atuações de todo o elenco convencem, a química formada entre Johan Hill e Michael Cera é fenomenal e ganha ainda mais crédito quando Christopher Mintz-Plasse entra em cena.?
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8 - A Múmia: Tumba do Imperador Dragão (2008). Nota: 0,5.
??A Múmia ? A Tumba do Imperador Dragão? se revela um filme previsivelmente (sim, pois era fácil prevermos que, pela maneira com que o segundo episódio se encerrou, as chances de extrairmos algo produtivo aqui seriam mínimas) ridículo e dispensável e, além de contar com quase todos os clichês e estereótipos do gênero, obriga o espectador a passar 112 minutos de seu precioso tempo (e digo precioso pois apesar de curto, o filme custa a passar, haja visto que a sua fraquíssima estória poderia facilmente ser desenvolvida em menos de 50 minutos) tendo que suportar uma estória nada original, carregada de alívios cômicos que não funcionam em hipótese alguma, atuações sofríveis e cenas de aventura/ação bem montadas mas terrivelmente dirigidas pelo péssimo Rob Cohen. Um dos piores filmes que tive o dúbio privilégio de assistir neste início de século.?
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Passado mais de um mês desde a última atualização deste blog (a crítica do filme ?Hancock?) creio que já estava mais do que na hora de esclarecer ao leitor o porquê do mesmo não ter recebido nenhuma atualização desde então.
Desde o começo deste ano, um leitor do Cine-Phylum estava pensando em montar um site voltado ao Cinema e convidou-me para escrever no espaço virtual de sua autoria. Passei a publicar então todas as críticas postadas aqui no Papo Cinema, contudo, a minha atitude estava se revelando altamente incongruente, principalmente a partir do momento em que o Papo Cinema deu-se por inaugurado (há algumas semanas atrás).
Seria uma atitude, no mínimo, ilógica de minha parte, continuar a concorrer comigo mesmo, conforme estava fazendo ultimamente. Principalmente, se levarmos em conta que, para escrever ao Papo Cinema, recebo uma certa quantia em dinheiro, no Cine-Phylum isto não ocorre, sendo assim, por que fazer concorrência de um site para o outro? Não havia lógica, concordam? Foi aí que optei por me dedicar apenas ao site e deixar este blog um pouco de lado.
Mas não, não abandonei o Cine-Phylum, e jamais o farei (a não ser que seja necessário ou ocorram motivos alheios à minha vontade). O que será do blog? Provavelmente terá o seu foco alterado. Sim, o assunto principal a ser debatido aqui continuará sendo Cinema, mas certamente não irei postar aqui minhas críticas. Penso em fazer do Cine-Phylum um espaço para postar minhas opiniões de uma maneira menos profissional, como por exemplo, criar tops pessoais do tipo, ?top melhores diretores de todos os tempos? (conforme fiz há alguns meses atrás), ou então escrever mini-críticas sobre os filmes que assisti no respectivo mês, ou então postar a minha opinião quanto a um filme que ainda está para estrear nos cinemas, falando sobre a expectativa que tenho em cima do mesmo, ou coisas do tipo.
Em outras palavras, penso em fazer do Cine-Phylum um lugar onde eu dê a minha opinião sobre Cinema de uma maneira mais pessoal e descompromissada do que faço no Papo Cinema.
Sem mais para o momento,
Agradeço ao caro(a) leitor(a) pela compreensão e espero que continue visitando o Cine-Phylum com uma certa regularidade, pois nós precisamos de vocês todos.
Will Smith é o exemplo do indivíduo talentoso que perde o seu tempo com produções imbecis e descartáveis, daquelas que, com o passar dos anos (e por que não dizer: meses?) simplesmente será apagada das mentes dos espectadores, ou não. Pois é, para mim é inadmissível notar como o carisma exacerbado do ator/rapper (que não engrena em nada que preste, artisticamente falando, nem em uma profissão, menos ainda em outra) estadunidense transforma tudo o quanto é porcaria em que ele toca (pois tudo em que ele toca realmente é uma porcaria)

Ficha Técnica:
Título Original: Hancock
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 92 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.hancock.com.br
Estúdio: Blue Light / Relativity Media / Weed Road Pictures / Forward Pass / Overbrook Entertainment
Distribuição: Columbia Pictures
Direção: Peter Berg
Roteiro: Vincent Ngo e Vince Gilligan
Produção: Akiva Goldsman, James Lassiter, Michael Mann e Will Smith
Música: John Powell
Fotografia: Tobias A. Schliessler
Desenho de Produção: Neil Spisak
Direção de Arte: William Hawkins e Dawn Swiderski
Figurino: Louise Mingenbach
Edição: Colby Parker Jr. e Paul Rubell
Efeitos Especiais: Furious FX / Lidar Services / Sony Pictures Imageworks
Elenco: Will Smith (John Hancock), Charlize Theron (Mary Embrey), Jason Bateman (Ray Embrey), Jae Head (Aaron Embrey), Eddie Marsan (Red), David Mattey (Homem da montanha), Maetrix Fiften (Matrix), Thomas Lennon (Mike), Johnny Galecki (Jeremy), Haylye Marie Norman (Hottie), Akiva Goldsman (Executivo) e Michael Mann (Executivo).
Sinopse: Hancock (Will Smith) é um herói diferente dos demais já vistos no Cinema. Ao contrário de um Homem-Aranha, de um Super-Homem, ou de um Batman, Hancock é um herói derrotado pela vida, cujas crises existenciais e consumo exacerbado de bebida alcoólica o transformam em um sujeito desajeitado e incapaz de realizar um único resgate sem nem ao menos causar prejuízos incalculáveis ao governo. Contudo, Hancock conhece Ray Embrey, um agente de relações-públicas que promete ?limpar? a imagem de bad-ass do sujeito e fazer com que o mesmo possa combater o crime organizado com dignidade.
Crítica:
Durante boa parte dos, aproximadamente, 90 minutos de projeção deste ?Hancock? somos obrigados a testemunhar as atitudes duvidosas de um super-herói mal-humorado, mal-educado, mal-amado, mal-encarado, malcriado, malquisto, mau caráter e cerca de 90% de todos os adjetivos simples ou compostos contidos em nosso vocabulário que possuam em seu contexto as palavras: ?mal? ou ?mau?, seja esta inserida como radical da palavra, ou não. ?___ E isso é ruim??___ me pergunta o estimado leitor. ?___ Mas é claro que não! Muito pelo contrário, é sensacional!? ___ respondo eu.
Hancock é um super-herói bem diferente dos demais, no que diz respeito a seu caráter e a seus conceitos morais, fato que comprova que o protagonista é muito mais humano e sujeito a falhas do que a grande maioria das personalidades transportadas das HQs para as telonas é. Além disso, o longa conta com um Will Smith inspirado e algumas piadinhas que funcionam bem vez ou outra. ?___ Ah, que ótimo, e as demais qualidades?? ___ me pergunta o leitor. Eu respondo: ?___ Elas não existem, as qualidades se resumem apenas à tentativa de criar algo além do convencional, ao carisma de Will Smith e a algumas piadas e/ou gags que funcionam raramente.?.
Fora as poucas qualidades que esta bomba assinada por Peter Berg possui, temos a tentativa mal-sucedida de um diretor megalomaníaco que almeja, acima de tudo, criar uma obra pseudo-moderninha e falha terrivelmente em seu propósito, salvo, é claro, na composição inicial (e apenas inicial) de seu protagonista. No mais, somos obrigados a encarar outros maneirismos inconvenientes e contemporâneos do diretor como, por exemplo, a realização de closes com a sua câmera, sempre que possível (e muitas vezes até mesmo quando não é tão possível assim, diga-se).
Mas antes os defeitos do filme se resumissem às (desastrosas) tentativas de apresentar o ?novo? (gargalhadas) ao espectador. Se fosse assim, a experiência seria, no máximo, decepcionante, mas infelizmente a mesma se torna insuportável durante o seu desenrolar. Vamos analisar o humor do longa, para se ter uma idéia. Durante o primeiro ato temos algumas piadas e/ou gags que funcionam de maneira conveniente, como a cena em que o protagonista prende uma vã lotada de marginais em um edifício pontiagudo ou ainda a seqüência onde, a fim de salvar uma baleia encalhada na praia, Hancock utiliza toda a sua força para arremessá-la de volta ao mar, mas, involuntariamente, acaba acertando uma embarcação e afundando a mesma.
As duas gags supracitadas parecem (mas só parecem) ter saído de uma mente inteligente e criativa, mas conforme o filme se desenrola esta mesma mente ?inteligente e criativa? (agora com aspas) nos obriga a presenciar seqüências sofríveis, como a em que o protagonista ?prende? a cabeça de um homem ao tra... (não vou revelar qual parte do corpo é, a fim de não estragar possíveis ?surpresas? (gostaram de minha piadinha? Hã? Hã? Pois é, estou entrando no ritmo do filme!)) de um outro homem, criando uma situação forçada e constrangedora não só aos atores que a interpretam, como principalmente ao espectador que a assiste.
Entretanto, o maior problema deste ?Hancock? reside, indubitavelmente, na incapacidade de seu roteiro em definir um gênero ao mesmo. Não entendi se os roteiristas almejaram fazer desta bomba um filme de comédia, ou um filme de drama. A única coisa que percebi é que o mesmo teria se revelado uma experiência bem menos sofrível caso se assumisse como uma reles aventura descerebrada e convencional (nunca imaginei que fosse dizer isso em toda a minha vida).
Em suma, em meio às crises existenciais do protagonista, às crises de fracasso do diretor (que não consegue cumprir com as suas ambições de criar algo novo sem cair no ridículo) e às crises de identidade dos roteiristas (que não conseguem definir um gênero à obra), quem mais sofre é o espectador, que se abarrota em crises existenciais se perguntando a todo o instante: ?___ Qual é o meu propósito nesta sessão de cinema??.
Avaliação Final: 3,0 na escala de 10,0.
Eu não sei ao certo se sou eu quem sou conservador, ou melhor, retrógrado demais ou se foi a qualidade das animações que realmente caiu, e muito, de uns tempos para cá. Sinceramente, creio que a preocupação com a qualidade gráfica das produções atuais fez com que a criatividade do roteiro das mesmas fosse praticamente esquecida de uns tempos para cá, fazendo com que as obras perdessem bastante de sua qualidade artística. Não que eu não goste de animações como ?Ratatouille?, ?Wallace & Gromit ? A Batalha dos Vegetais?, ?Procurando Nemo?, ?Shrek?, ?Jimmy Neutron ? O Menino Gênio? ou até mesmo ?Os Incríveis?, muito pelo contrário, gosto muitíssimo das mesmas, mas ainda assim acredito que nenhuma destas chegue aos pés de um ?O Rei Leão?, ou uma ?Branca de Neve e os Sete Anões?, ou um ?O Estranho Mundo de Jack?. Surpreendentemente, em 2008, os estúdios Disney-Pixar conseguiram, em apenas 5 minutos de projeção, criar uma animação mais criativa e divertida do que todas as outras animações feitas nestes últimos 14 anos. Me refiro ao curta ?Presto?, cuja criatividade, simplicidade e sagacidade das piadinhas embutidas no roteiro, nos remete aos bons tempos de ?Tom & Jerry?, ?Pica-Pau? e é claro, ?Mickey & Donald?. Mais surpreendente ainda é a animação que nos é apresentada logo em seguida que, além de ser extremamente criativa, divertida e emocionante (conseguiu arrancar lágrimas até mesmo deste que vos escreve, que, segundo algumas pessoas, é um niilista coração de pedra), une aspectos das animações antigas (criatividade e humor inteligente), com aspectos das animações recentes (parte gráfica perfeita) e debates existenciais. Estou falando de ?Wall-E?, a melhor e mais bem feita (em todos os sentidos) animação que já tive a oportunidade de assistir nos últimos 14 anos, conforme o leitor poderá constatar a seguir.

Ficha Técnica:
Título Original: Wall-E
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 97 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.disney.com.br/cinema/walle
Estúdio: Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios
Distribuição: Walt Disney Studios Motion Pictures
Direção: Andrew Stanton
Roteiro: Andrew Stanton
Produção: Jim Morris
Música: Thomas Newman
Desenho de Produção: Ralph Eggleston
Edição: Stephen Schaffer
Elenco (vozes): Ben Burtt (Wall-E / M-O), Elissa Knight (Eva), Jeff Garlin (Capitão), Fred Willard (
Sinopse: No ano de 2.815 d.C. o planeta Terra, mediante o desleixo de seus habitantes, encontra-se em uma situação caótica, coberto de lixo, fazendo com que a vida em sua superfície torne-se impossível de se proliferar. A fim de reverter tal situação, os terráqueos abandonaram o planeta e designaram a missão de limpá-lo ao robô Wall-E. Completamente isolado no mundo, Wall-E tem uma vida enfadonha e sem propósito, até que conhece Eve, uma robô que mudará o curso de seu destino para sempre e irá ajudá-lo a provar que ainda existe a possibilidade de se viver na superfície terrestre.
Crítica:
?Wall-E? inicia-se com uma belíssima música e um fantástico close da Via Láctea. Logo as câmeras nos direcionam à Terra e temos uma visão aérea do corpo celeste. O ano é 2.815 d.C., o planeta encontra-se abandonado e coberto de lixo, seus únicos habitantes são os insetos e um pequeno e desengonçado robô que tem como incumbência a tarefa de limpar todo o lixo da Terra. É aí que tomamos ciência de que a belíssima música que abre o filme estava sendo reproduzida e ouvida pelo robô com o único intuito de conferir mais alegria à vida solitária da triste e pobre máquina.
É isso mesmo, para desenvolver Wall-E os roteiristas do filme utilizaram várias características destes dois gênios do Cinema. Repare, por exemplo, no jeito simplório e desajeitado com que o simpático robô manuseia uma raquete de tênis, nos remetendo à imediata lembrança do maior ícone da história do Cinema mudo. Repare também nas feições do protagonista, no olhar depressivo deste, idênticos ao do intelectual de ascendência judia.
?Wall-E? é um filme que já valeira cada centavo cobrado por seu ingresso apenas pelo protagonista que, além de tremendamente cativante e perfeitamente bem desenvolvido pelo roteiro, fôra desenhado com uma competência fora do comum. E os responsáveis pelos efeitos visuais merecem todos os elogios existentes em nosso (e em todos os outros, diga-se) vocabulário. É incrível a perfeição com que o robô (e os demais personagens) fôra desenhado, tanto que chegamos a acreditar que Wall-E não é um desenho, mas sim um personagem real.
Tão bem produzida e desenvolvida quanto é Eve, o par romântico de nosso robozinho melancólico. E falando em par romântico, é incrível ver a sutileza com que o mesmo é desenvolvido pelo roteiro. Francamente, creio ser impossível não nos cativarmos com o casal que, desde já digo, possui uma das melhores químicas entre personagens já vista no Cinema deste início de século.
Detesto passar pela sensação a qual estou passando agora, após terminar de assistir a este ?Yojimbo?. Não, nada pessoal contra o filme, que por sinal é excelente, mas sim quanto ao fato de ter de avaliá-lo do ponto de vista artístico. Só para citar um exemplo, quando escrevi uma crítica sobre ?Platoon? (nunca cheguei a publicar tal crítica) mencionei na mesma que achava o filme fabuloso, perfeito, mas artisticamente falando o mesmo possuía algumas falhas e estas não poderiam passar batidas. O mesmo ocorre com este ?Yojimbo?, com a diferença de que, desta vez, darei ao mesmo uma nota mais alta do que eu acredito que ele mereça. O pior de tudo é que estou fazendo isto me espelhando no remake que Sergio Leone lançou em cima do filme de Kurosawa, o clássico de western ?Por um Punhado de Dólares?. Reconheço que este ?Yojimbo?, artisticamente falando, é superior ao longa protagonizado por Clint Eastwood, mas do ponto de vista pessoal, considero o filme italiano bem mais cativante (mesmo atribuindo nota 8,5 para este e nota 9,0 para a produção japonês). Enfim, estes são os ossos do ofício, não é sempre que se pode ser extremamente subjetivo, não é mesmo?

Sinopse: Ao chegar em um vilarejo no Japão tomado por duas facções criminosas, um destemido Samurai vê ali a oportunidade de ganhar muito dinheiro, trabalhando secretamente para as duas organizações. A partir daí, a rivalidade entre as duas gangues aumenta cada vez mais, mudando o destino dos habitantes do vilarejo de forma irreversível.
Crítica:
Após chegar a um vilarejo tomado por duas organizações criminosas, um mercenário vê ali a oportunidade de ganhar muito dinheiro realizando trabalhos sujos às duas facções e colocando uma contra a outra. A estória soa familiar? Pois é, ela já fôra utilizada inúmeras vezes pelo Cinema, inclusive em filmes como o western ?Por um Punhado de Dólares? (de Sergio Leone e com Clint Eastwood no elenco) e o gangster ?O Último Matador? (protagonizado por Bruce Willis). Contudo, este ?Yojimbo? conta com uma característica que o coloca a frente dos demais filmes com a mesma sinopse, foi ele o primeiro filme a utilizá-la.
Fazendo uso de uma direção de arte fantástica, a obra (não necessariamente ?prima?) de Kurosawa nos transporta ao Japão do início do Século XIX, em uma vila paupérrima, onde duas grandes famílias criminosas controlam o local. Contudo, a pequena vila sofre uma série de mudanças com a chegada de um samurai forte e destemido. A partir daí, o roteiro nos presenteia com uma seqüência de reviravoltas bastante convenientes e uma estória interessante o bastante para nos manter entretidos até o desfecho da mesma.
Além da estória atraente e das reviravoltas que a mesma possui, o roteiro deste ?Yojimbo? ainda conta com um desenvolvimento bastante interessante de seus personagens, tanto os primários quanto os secundários. Tomemos por exemplo o protagonista da estória, Sanjuro Kuwabatake (encarnado por Toshirô Mifune). Apesar de o mesmo conter vários dos clichês do gênero, tais como: a face inexpressiva, o jeitão de durão e a frieza adotada para tomar suas atitudes (isso sem contar que ele sozinho se mostra capaz de matar oito homens de uma única vez), o personagem, vez ou outra, demonstra uma ponta de humanismo em seu gélido coração ou então realiza uma piada satirizando a situação pela qual está passando, fato que torna o personagem mais, digamos, humano.
O desenvolvimento da rivalidade entre as famílias de Seibei (interpretado por Seizaburô Kawazu) e Ushitora (Kyu Sazanka) também é outro ponto extremamente salientado pelo roteiro, que parece fazer a máxima questão de manter o espectador informado sobre tudo o que está acontecendo entre ambas as facções, sem dar prioridade a uma ou a outra (diferentemente de ?Por um Punhado de Dólares? que dá muito mais crédito à família dos Rojos do que à família dos Baxters).
A direção de Akira Kurosawa, como sempre, está perfeita. É incrível vermos como o diretor é capaz de criar ângulos excepcionais com a sua câmera e mais impressionante ainda é podermos notar a maneira eficiente com que ele ?casa? diversos aspectos do longa, fazendo com que todos andem em perfeita harmonia. Ou melhor, todos não, quase todos.
Disse ?quase todos? pois a trilha-sonora infelizmente é falha, além de repetitiva e cansativa. Para um filme desta categoria, Kurosawa deveria ao menos ter sido mais cuidadoso na escolha da trilha, esta que vem a ser uma das características que, indubitavelmente, mais colaboram com a relação público-película, e ter selecionado algo mais cativante e empolgante.
Os demais aspectos que não comentei neste texto são todos perfeitos, realçando a fotografia que dá ainda mais charme ao filme que, apesar de não ser perfeito, é um marco na história da Sétima Arte, tanto que ganhou vários remakes que, artisticamente falando, não superam o mesmo.
Avaliação Final: 9,0 na escala de 10,0.
Um dos motivos que mais me despertou curiosidade em assistir a este ?Fim dos Tempos? foi a polêmica alastrada em torno do mesmo. Não, a polêmica não gira necessariamente em torno de qualquer questão interna abordada pelo filme, mas sim em torno das críticas e opiniões populares levantadas em cima do mesmo. Odiado pela maioria e amado por uma minoria, ?Fim dos Tempos? acabou despertando o interesse em mim graças a essa divisão de opiniões. O problema é que, ao terminar de assistir à obra de Shyamalan, acabei ficando em cima do muro, mas não por receio de dar uma opinião positiva ou negativa e sim pelo simples fato de o filme ser simplesmente medíocre (e não falo no sentido pejorativo da palavra) e nada mais. Pedindo desculpas adiantadas ao leitor pelo péssimo trocadilho que irei realizar agora, digo que todas as polêmicas levantadas em cima de ?Fim dos Tempos? acabam fazendo muita ventania por nada.
Ficha Técnica:
Título Original: The Happening
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 91 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.fimdostempos-ofilme.com.br
Estúdio: 20th Century Fox Film Corporation / Barry Mendel Productions / Spyglass Entertainment / Blinding Edge Pictures / UTV Motion Pictures
Distribuição: 20th Century Fox Film Corporation
Direção: M. Night Shyamalan
Roteiro: M. Night Shyamalan
Produção: Barry Mendel, Sam Mercer e M. Night Shyamalan
Música: James Newton Howard
Fotografia: Tak Fujimoto
Desenho de Produção: Jeannine Claudia Oppewall
Direção de Arte: Anthony Dunne
Figurino: Betsy Heimann
Edição: Conrad Buff IV
Efeitos Especiais: Industrial Light and Magic / CafeFX / The Third Floor / Quantum Creation FX
Elenco: Mark Wahlberg (Elliot Moore), Zooey Deschanel (Alma Moore), John Leguizamo (Julian), Ashlyn Sanchez (Jess), Betty Buckley (Sra. Jones), Spencer Breslin (Josh), Jeremy Strong (Recruta Auster), Alan Ruck (Diretor), M. Night Shyamalan (Joey), Robert Lenzi (Jake), Edward James Hyland (Prof. Kendall Wallace) e Stephen Singer (Dr. Ross).
Sinopse: Após uma série de inexplicáveis suicídios em massa, o professor Elliot Moore (Mark Wahlberg) decide, junto com a esposa Alma Moore (Zooey Deschanel) abandonar a cidade em que reside e partir para o campo, onde crê que estará a salvo de tais acontecimentos. Contudo, é justamente nesta região do globo terrestre que o estranho fenômeno passa a ocorrer com mais intensidade, criando um estado de pânico e calamidade pública, obrigando o casal a fugir para salvar a própria vida.
Crítica:
?Fim dos Tempos? é mais um destes filmes egoístas onde um gigantesco número de pessoas corre sério risco de vida, mas o roteiro insiste em voltar a atenção apenas a um minúsculo grupo de pessoas (no caso, os protagonistas da estória) e cabe a nós, espectadores, torcer para que este pequenino grupo consiga se manter vivo até o desfecho da estória, pouco nos importando o que venha a acontecer com os demais personagens. Em outras palavras, ?Fim dos Tempos? (e que titulizinho mais marqueteiro e megalomaníaco este, não?) é um filme que lembra bastante ?Guerra dos Mundos?, com a diferença de que aqui os predadores não são alienígenas e sim as plantas.
É isso mesmo que o leitor leu: plantas. Ao invés de seres bizarros ameaçando a humanidade, temos vegetais que, a fim de preservar a própria espécie (já que o ser humano ameaça a natureza constante e diariamente), organizam um complô contra a nossa raça liberando toxinas que inibem os instintos de autodefesa humana fazendo com que todas as pessoas infectadas com a substância lançada pelas plantas cometam suicídio (hã?).
Pois é, a estória extrapola os limites do absurdo, mas ainda assim não há como negar a originalidade da mesma e, por mais inverossímil que o argumento soe, ele tem um pouco (bem pouco, diga-se) de coerência, sendo que a natureza ?vinga-se? do Homem com certa freqüência através dos desastres naturais (vide o Furacão Katrina, apenas para citar um exemplo), ainda que não o faça voluntariamente, conforme sugere o filme.
Muito se tem reclamado também de certas cenas do longa como, por exemplo, a seqüência onde um grupo de pessoas foge do vento. Pois onde muitos críticos vêem uma cena ridícula eu vejo uma cena comum, afinal de contas, o que mais poderia se esperar? Que as plantas disparassem tiros de raio laser ou liberassem um gás visível e venenoso? É lógico que se estas quisessem lançar uma toxina contra os seres humanos elas o fariam através do vento, portanto, não notei nada demais na cena, a não ser, é claro, na capacidade que Shyamalan teve para criar uma seqüência ligeiramente tensa (e já digo que era obrigação do diretor indiano ter conferido muito mais tensão ao espectador durante o desenrolar de tal seqüência) sem precisar fazer uso de efeitos especiais mirabolantes ou CGI.
Outro ponto fortíssimo do filme (e provavelmente é a maior qualidade do mesmo) reside na capacidade que este tem de criar um clima claustrofóbico e angustiante sendo que, ironicamente, 85% de sua projeção é realizada em ambientes abertos e, ao contrário da grande maioria de filmes de suspense/horror, ?Fim dos Tempos? é realizado quase que inteiramente em locações abertas, fato que condiz plenamente com a sua sinopse.
Mas para que um filme deste gênero seja considerado, no mínimo, bom, é mais do que obrigatório que o mesmo contenha cenas fortes e impactantes, capazes de deixar o espectador tenso. E para deixar o espectador tenso, não basta apenas criar um clima angustiante, deve-se conseguir dar origem a cenas que causem impacto em quem está do outro lado da telona. Infelizmente, ?Fim dos Tempos? conta com pouquíssimas cenas desta natureza, tais como o suicídio coletivo no Central Park e a seqüência em que nos deparamos com várias pessoas enforcadas em diversas árvores.
No final das contas, este ?Fim dos Tempos? se equipara (mais uma vez peço desculpas pelo trocadilho de mau gosto) àquele vento que bate em seu rosto em uma manhã de agosto. Enquanto você sente a corrente de ar em sua face, obviamente tem ciência desta, depois que passa você simplesmente esquece que a sentiu há pouquíssimos minutos atrás.
Avaliação Final: 5,0 na escala de 10,0.

Lavoura Arcaica é sobretudo uma experiência sensorial. Diante da tarefa hercúlea de adaptar o inadaptável, Luiz Fernando Carvalho não se curvou aos desafios, tentando simplificar a linguagem complexa da obra de Raduan Nassar. Em vez disso, Carvalho dispôs-se a abraçá-los, criando assim, um filme que punge diante dos olhos, ouvidos e (por que não?) da pele, olfato e paladar do espectador.
Como a própria sinopse trata de expor, Lavoura Arcaica é uma versão ao avesso da parábola do filho pródigo. André, sufocado pela rigidez do pai, foge de casa e instala-se num quarto de pensão. Pedro, seu irmão mais velho, recebe da mãe a tarefa de trazê-lo de volta. A partir daí a história começa a ser narrada através de fluxos de consciência (flashback seria uma forma simplória demais para descrever o modo como Carvalho desenvolve a narrativa) do protagonista. Porém, mais do que a simples fuga do autoritarismo paterno, André tenta fugir de sua própria vida, do destino que lhe privou do amor de sua irmã e que o sufoca cada vez mais. Não é à toa que vemos regularmente o menino André e, posteriormente, o rapaz André enfiando os pés na terra a fim de encontrar ali refúgio daquele ambiente conservador que o rodeia. O interior vira exterior e vice-e-versa.
Aqui, as palavras parecem ter vida própria, saltam da boca das personagens direto para chocar ou reprimir. Assim como no livro, elas pulsam e, por vezes, abrem chagas incapazes de cicatrizarem-se, como na antológica cena da discussão de André com o pai ou naquela onde, após consumar o incesto, ele faz um discurso forte diante de sua irmã, Ana. Mas Carvalho não se torna refém das palavras, muito pelo contrário, o diretor usa a imagem como elemento fundamental desta narrativa e o faz de forma tão brilhante que, não raramente, dispensa as palavras; como na cena inicial onde vemos André semi nu entre gemidos de dor e prazer e, ao fundo, um barulho de trem. Não precisamos de palavras para deduzi que ele é um indivíduo em fuga e com conflitos sexuais; ou a cena em que a mãe o acorda com carícias que transbordam a tela num jorro de luz, as palavras são desnecessárias, as imagens falam por si.
Dessa forma, não foi à toa que afirmei que este filme é uma experiência sensorial, cada elemento seu assume vida própria e, juntos, combinam-se para formar um filme contundente e radical. A fotografia excepcional de Walter Carvalho flui de modo hipnotizante, mergulhando o espectador não apenas no clima da cena, mas principalmente na psique das personagens. Por vezes, a vista fica embaçada diante da luz pungente de uma cena e logo em seguida as pupilas se dilatam no quadro iluminado apenas por uma lamparina. A trilha sonora que utiliza suspiros e gemidos das personagens ou ruídos dos ambientes potencializa de forma perfeita as soberbas atuações de todo o elenco; do comovente desempenho de Juliana Carneiro da Cunha, passando pela atuação áspera de Raul Cortez, a rebeldia naturalista do André de Selton Mello à arrebatadora performance de Simone Spoladore.
Uma das grandes revelações do filme, Simone, mesmo sem dizer uma palavra durante toda a projeção, é um dos pontos altos do longa; uma atriz que interpreta com os olhos, com o corpo, é impossível ficar imune a sua presença
Um filme tão forte só poderia contar com uma direção idem. Luiz Fernando Carvalho conduz a narrativa de maneira primorosa; seus enquadramentos transportam-nos para dentro do filme. Quando André cheira as peças íntimas das suas irmãs, é como se nós sentíssemos o mesmo aroma que ele; quando enfia os pés na terra, podemos sentir a areia úmida e fofa penetrar entre nossos dedos, quando ele e Ana se amam na casa abandonada, somos capazes de sentir o toque aveludado da pele da irmã. Mas ao contrário do que muitos afirmam isso não é simples preciosismo. Nenhuma imagem é bela em sua essência sem que se encaixe como peça fundamental do enredo. E se retirássemos esse dito preciosismo do filme seria o mesmo que tirar as asas de um pássaro.
Sinceramente, não sei se é exagero afirmar que Lavoura Arcaica é o melhor filme brasileiro de todos os tempos, até porque palavras são insuficientes e precárias para descrevê-lo. Mas não custa nada repetir que este filme é uma obra-prima do cinema nacional e mundial.
Avaliação Final: ***** (5 estrelas na escala de 5).
Quando temos ciência de que uma trilogia ou uma saga cinematográfica terá o seu início, pensamos imediatamente que o episódio de abertura da mesma será o melhor de todos, sendo que o nível da mesma irá cair com os seus episódios posteriores que, geralmente, não conseguem manter a qualidade do original. Foi assim com a trilogia ?O Poderoso Chefão? e a saga ?Rocky? (e, sinceramente, nunca vi tanta queda de qualidade de um filme para o outro, quanto do ridículo quarto episódio da saga ?Rocky? para o primeiro, que é praticamente perfeito), apenas para citar dois exemplos. Contudo, vez ou outra surgem algumas sagas que contrariam a regra, como é o caso deste ?As Crônicas de Nárnia?. Se o episódio de abertura da mesma é simplesmente o pior filme de fantasia que já tive o desprazer de assistir, este segundo episódio é, por mais inacreditável que possa parecer, um ótimo representante do gênero. E agora pasmem com a minha afirmação, o longa não só é ótimo, como também é o melhor blockbuster do ano até o momento e, me apedrejem se assim almejarem, um dos melhores da década, como poderão conferir na análise logo mais abaixo.

Ficha Técnica:
Título Original: The Chronicles of Narnia: Prince Caspian
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 147 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Site Oficial: www.disney.com.br/cinema/narnia2
Estúdio: Walt Disney Pictures / Walden Media / Ozumi Films / Silverbell Films / Stillking Films
Distribuição: Walt Disney Studios Motion Pictures / Buena Vista International
Direção: Andrew Adamson
Roteiro: Christopher Markus, Andrew Adamson e Stephen McFeely, baseado em livros de C.S. Lewis
Produção: Andrew Adamson, Mark Johnson e Philip Steuer
Música: Harry Gregson-Williams
Fotografia: Karl Walter Lindenlaub
Desenho de Produção: Roger Ford
Direção de Arte: David Allday, Matthew Gray, Klara Holubova, Jules Cook, Stuart Kearns, Jill Cormack, Elaine Kusmishko, Charles Leatherland, Phil Simms, Jirí Sternwald, Frank Walsh e Jason Knox-Johnston
Figurino: Isis Mussenden
Edição: Sim Evan-Jones
Efeitos Especiais: Weta Digital / Baseblack / Escape Studios / Moving Picture Company / Framestore CFC / Giant Studios / Rising Sun Pictures / ScanlineVFX
Elenco: William Moseley (Peter Pevensie), Ben Barnes (Príncipe Caspian), Skandar Keynes (Edmund Pevensie), Anna Popplewell (Susan Pevensie), Georgie Henley (Lucy Pevensie), Sergio Castellitto (Rei Miraz), Peter Dinklage (Trumpkin), Warwick Davis (Nikabrik), Vincent Grass (Dr. Cornelius), Pierfrancesco Favino (General Glozelle), Cornell John (Glenstorm), Damián Alcázar (Lorde Sopespian), Alicia Borrachero (Rainha Prunaprismia), Simón Andreu (Lorde Schythley), Predrag Bjelac (Lorde Donnon), David Bowles (Lorde Gregoire), Juan Diego Montoya Garcia (Lorde Montoya), Klára Issová (Hag), Tilda Swinton (Feiticeira Branca) e Liam Neeson (Aslan - voz).
Sinopse: Um ano depois os irmãos Lucy (Georgie Henley), Edmund (Skandar Keynes), Susan (Anna Popplewell) e Peter (William Moseley) retornam ao mundo de Nárnia, onde já se passaram 1300 anos desde sua última visita. Durante sua ausência Nárnia foi conquistada pelo rei Miraz (Sergio Castellitto), que governa o local sem misericórdia. Os irmãos Pevensie então conhecem Caspian (Ben Barnes), o príncipe de direito de Nárnia, que precisa se refugiar por ser procurado por Miraz, seu tio. Decididos a destronar Miraz, o grupo reúne os narnianos restantes para combatê-lo.
The Chronicles of Narnia: Prince Caspian - Trailer
Crítica:
Sinceramente, creio que não há como não notarmos as evoluções artísticas e técnicas deste segundo episódio da saga ?As Crônicas de Nárnia? sobre o primeiro. Se o filme original era patético, ridículo, enfadonho, cansativo, desprovido de emoção e irritante, este segundo episódio surpreende e se mostra infinitamente superior àquela ofensa à Sétima Arte realizada em 2005.
Diferentemente do primeiro episódio, este ?Príncipe Caspian? (que será chamado por mim desta forma de agora em diante) conta com um roteiro competente que, apesar de conter suas falhas (conforme citarei mais abaixo), nos apresenta a uma estória interessante e bem desenvolvida, tal como seus personagens, além de conferir seqüências de aventura que realmente se mostram capazes de criar tensão no espectador (ao contrário do primeiro que, em momento algum se releva capaz de fazer isso).
Mas não foi apenas o roteiro de ?Príncipe Caspian? que apresentou uma visível e relevante melhora, vários outros aspectos, tanto os técnicos quanto os artísticos, se mostraram infinitamente superiores, como é o caso das atuações, por exemplo. Sim, por mais incrível que isso aparente ser, os atores (todos eles, sejam os integrantes do elenco mirim ou não) nos brindam (sem aspas, desta vez) com atuações satisfatórias, inclusive Georgie Henley e Skandar Keynes (atores que eu havia criticado ferrenhamente no episódio anterior). É surpreendente vermos como o segundo evoluiu durante estes três últimos anos, Keynes amadureceu tanto que realiza aqui uma das melhores atuações do filme. Henley, apesar de não realizar uma atuação tão satisfatória quanto os demais atores (há algumas cenas em que ela continua sendo irritante e canastrona como antes, diga-se) não atrapalha tanto quanto atrapalhava no longa original. Parte disto deve-se ao roteiro que, diferentemente de ?O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa?, retirou da personagem Lucy a responsabilidade de ser a protagonista da estória, conferindo esta a Peter. E já que mencionei o nome de Peter Pevensie devo dizer que a atuação de William Moseley é, de longe, uma das maiores qualidades do longa. O jovem ator chama para si a responsabilidade de protagonista do filme e cumpre tal função de maneira mais do que satisfatória.
Contudo, a maior evolução deste ?Príncipe Caspian? fica por conta da (pasmem!) direção do mesmo. Sim, isso mesmo, não estou sob o efeito de alucinógenos ou coisa do tipo, a mesmíssima direção de Andrew Adamson que, ao menos para mim, era um dos maiores defeitos de ?O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa? se revela (em uma das maiores ironias de minha vida como cinéfilo) uma das grandes qualidades deste ?Príncipe Caspian?. Desta vez, Adamson parece ter aprendido a lição de que não adianta absolutamente nada criarmos batalhas épicas se não soubermos dirigi-las com dignidade. Se as batalhas deste segundo episódio da saga já seriam fantásticas por si só, Adamson as torna ainda mais magistrais com a sua direção ágil, dinâmica e eficiente.
Infelizmente, nem tudo são rosas em ?Príncipe Caspian?. O mesmo roteiro que nos apresenta a uma estória interessante e a desenvolve bem, peca gravemente durante o primeiro ato, quando as crianças retornam a Nárnia. Durante os quarenta primeiros minutos de projeção temos a mesma sensação que tivemos ao conferir os quarenta primeiros minutos do longa anterior: a de que estamos sendo enrolados. Felizmente tal sensação some completamente com o desenrolar da obra cinematográfica.
Avaliação Final: 8,0 na escala de 10,0.
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